O Mar!
Cercando prendendo as nossas Ilhas!
Deixando o esmalte do seu salitre nas faces dos pescadores,
roncando nas areias das nossas praias, batendo a sua voz de encontro aos montes,
… deixando nos olhos dos que ficaram a nostalgia resignada de países distantes …
… Este convite de toda a hora que o Mar nos faz para a evasão!
Este desespero de querer partir e ter que ficar! …
— Poema do Mar, Jorge Barbosa

Ilha de Santiago - Cabo Verde

Santiago além de ser a maior das ilhas de Cabo Verde — como capital administrativa do país — é a mais populosa, com um povo ordeiro, recebe a migração de outras ilhas principalmente a estudantes que buscam formação universitária.


Seu folclore é enriquecido pela cultura africana, que percebe-se em suas festividades de romarias pelo vestir de seus residentes.
Possui trilhas para caminhadas e estradas florestais.
Por ser a capital administrativa do país, possui mais recursos urbanos como de atendimento médico, mercados e edifícios históricos.
Suas principais localidades de visita são:
• Praia Planalto
• Cidade Velha, e,
• Praia deTarrafal


O Pelourinho é o inicio de uma memória, Cidade Velha, Santiago - Cabo Verde
Foi o primeiro pelourinho erguido na ilha de Santiago, em 1512, onde eram açoitados os escravos e os considerados marginais.

Os primeiros escravos vieram da Guiné, inicialmente para o povoamento e trabalho braçal e depois para tráfico para as Canárias, Europa e Antilhas, o que transformou a Ribeira Grande num empório de escravos, ponto de passagem obrigatório para os navios que faziam a travessia do Atlântico, principalmente entre 1468 e 1497.

Os vários ataques de piratas deram oportunidades de fuga a escravos para as zonas mais remotas da ilha, que constituíram pequenas comunidades de "negros livres", vistas pela classe dominante como uma ameaça e por isso foram perseguidas.
Por se encontrarem à "margem da lei", os membros destas comunidades, que começaram a formar-se no séc. XVI, eram conhecidos como "Vadius" (isto é, fugitivos) e deram origem a fenómenos sociais como a "Tabanka" e à constituição do núcleo dos "Rebelados ou Rabelados".

Cidade Velha é o berço da cabo-verdianidade, é a primeira do Arquipélago a ser declarada Património Mundial pela UNESCO. A Cidade Velha era chamada de Ribeira Grande de Santiago, situa-se a 15 quilómetros a oeste da Cidade da Praia, foi a capital do arquipélago de Cabo Verde, portanto foi a primeira cidade construída pelos europeus, neste caso os portugueses, que tiveram na África na sua aventura dos descobrimentos. Esta cidade, que tem no mar a sua principal função, foi erigida no século XV para servir de ponto de abastecimento ao comércio de escravos entre a África e a América.
Daí ser uma referência obrigatória no contexto histórico das ilhas de Cabo Verde. Dela restam apenas as ruínas.



Cidade Velha – Patrimônio Mundial da Humanidade - Unesco
A festa e o orgulho em ver a Cidade Velha de Cabo Verde considerada Património Mundial da Humanidade, decidida pela UNESCO, (26-09-2009) é para os moradores algo “maravilhoso”, mas também uma responsabilidade que todos estão dispostos a assumir.
“Hoje é o dia mais feliz da minha vida. Hoje, a Cidade Velha é o centro do mundo. E sinto-me orgulhoso por viver numa cidade que é o centro do mundo”, disse David da Moura, um jovem de 18 anos. A festa foi uma constante ao longo do fim-de-semana, com o ministro da Cultura cabo-verdiano, Manuel Veiga, a dançar entre os populares, numa festa improvisada em frene do Pelourinho da Cidade Velha, a primeira cidade construída por europeus nos trópicos, neste caso, pelos portugueses, que aí chegaram em 1460.

“Já sabia que a Cidade Velha iria ser Património Mundial. Depois de tanto trabalho, de tantas preocupações, só poderia acabar assim”, disse, por sua vez, D. Linda, que ali passou os seus mais de 60 anos.
Mas já José Afonso, outro morador, foi mais longe: "Todas as mudanças que devem ocorrer no futuro terão de ser também em benefício da população. Para que haja mais qualidade de vida, melhor urbanização e qualificação da zona”, referiu também à Lusa.
E há também ainda muito a fazer, disse à Lusa Martinho Brito, director nacional do Património, instituição ligada ao Ministério da Cultura de Cabo Verde.

“Já fizemos a consolidação de muitos monumentos, mas a ideia é também fazer a restauração, nomeadamente das igrejas e do Hospital da Misericórdia, e ainda dos pequenos fortes - Santo Antão, São João dos Cavaleiros, São Veríssimo, São Brás e Santo António. Precisamos de continuar a fazer esse trabalho”, declarou.

Martinho Brito assegurou que, agora que a Cidade Velha já tem o estatuto de Património Mundial da Humanidade, as operações de restauro e de consolidação dos monumentos “ganham mais força”.


No rasto do berço crioulo - Ribeira Grande de Santiago
Por Rita Vaz da Silva

A Cidade Velha é considerada o berço da cabo-verdianidade e da mestiçagem. A Semanaonline mostra-lhe os recantos da primeira cidade construída pelos portugueses em África.

Na Cidade Velha, o tempo corre devagar. Terra-mãe de Cabo Verde, a Ribeira Grande, que, em 2005, recuperou o estatuto de município, acompanha, pachorrentamente, os inúmeros ocasos que se amontoam por trás das suas encostas, a passagem das fases da lua e as estrelas que lhe enfeitam o tecto.
Fecunda, faz brotar das suas terras diferentes variedades de fruta - manga, papaia, pinha, banana - que abastecem a ilha de Santiago e que são muito apreciadas pela sua qualidade.

Símbolo incontornável da história de Cabo Verde, a Ribeira Grande de Santiago foi há mais de 500 anos o berço da civilização crioula.
Situada a cerca de 20 quilómetros da Cidade da Praia, é um local privilegiado para relaxar após uma semana de trabalho, oferecendo trilhas de montanha, praia e pontos de pesca com linha. É também um sítio histórico, com atracções arqueológicas e arquitectónicas, que seduz cada vez mais turistas interessados em conhecer a primeira cidade construída pelos portugueses em África.

História

A Cidade Velha é considerada o berço da cabo-verdianidade e da mestiçagem. Foi a primeira cidade construída pelos portugueses no Continente Africano, desempenhando um papel preponderante no apoio à expansão portuguesa e no desenvolvimento do comércio internacional e da navegação de longo curso entre os quatro cantos do mundo.
Pela sua posição geo-estratégica, a Cidade Velha, eventual candidata a Património da Humanidade da UNESCO, rapidamente se tornou um dos epicentros do comércio e da sociedade escravocrata, atingindo a sua fase mais próspera em meados do século XVI. Da ilha de Santiago partiam escravos e navegadores para os Açores, Madeira, Brasil, Caraíbas e Antilhas.


Em 1533, os portugueses decidem elevar a vila a cidade e erigir a sede do bispado, abrangendo não só Cabo Verde como também os territórios da Costa da Guiné. Nessa mesma época é edificada a mais antiga igreja católica do Ocidente Africano (a igreja da Misericórdia) e a primeira Sé Catedral construída em África.
Fustigada pela concorrência de outras potências europeias e por ataques de piratas, a opulência da Ribeira Grande acaba por revelar-se efémera. A partir de finais do século XVI, a cidade entrou num processo inexorável de decadência devido a viragens nas rotas do tráfico negreiro e às pilhagens de corsários como Francis Drake e Jacques Cassard.
«Por causa dos pântanos que se formavam junto às praias na estação pluviosa», descreve, Luís Carvalho, na obra “Fragata”, a Ribeira Grande era «vulnerável às doenças». «O porto» - acrescenta - «era muito desabrigado», o que fez os navegadores passarem a atracar no Porto da Praia de Santa Maria. A 13 de Dezembro de 1769 a sede do governo é transferida da primeira capital do país para a vila da Praia, que em 1858 foi elevada à categoria de Cidade.
Na Cidade Velha, restam os ecos e as ruínas desses tempos áureos. Pelo seu porto passaram alguns dos mais importantes navegadores de sempre, como Vasco da Gama, Cristóvão Colombo e Pedro Álvares de Cabral. No fundo do mar permanecem esqueletos de navios naufragados que contêm pedaços de história e tesouros sem preço.

Fortaleza Real de São Filipe
Para proteger o local dos ataques dos corsários, os portugueses construíram a Fortaleza Real de São Filipe e sete pequenos fortes nas encostas da Cidade Velha. Procedia-se à tentativa de cobrir todos os acessos ao porto da vila, com fogo cruzado. A Fortaleza de São Filipe, construída por ordem do Rei Filipe II de Espanha, em 1587, foi recuperada no âmbito do plano de recuperação da Cidade Velha, concretizando-se, assim, um projecto iniciado em 1999 pelo Ministério da Cultura de Cabo Verde, e coordenado pelo arquitecto português Siza Vieira, com execução da responsabilidade da Agência Espanhola de Cooperação Internacional.
A Fortaleza é um belo local para se ver o pôr-do-sol e observar a baía da Cidade Velha. À entrada existe um centro interpretativo para os visitantes, que fornece informações sobre a Cidade Velha. O ingresso custa cem escudos.
Ocasionalmente, são organizados eventos e concertos neste espaço.

Sé Catedral

Resta apenas parte da fachada do edifício. O último arco ruiu em 2002. Mesmo assim a Sé Catedral é um símbolo marcante da história de Cabo Verde e da mestiçagem. Foi a primeira Catedral a ser construída em África, e é ainda hoje a única Sé de Cabo Verde.
A sua construção iniciou-se em 1556 e ter-se-á concluído cerca de cem anos depois, por volta de 1693.


Convento de São Francisco
É um dos mais belos edifícios da Ribeira Grande e de Cabo Verde. Situado no alto de uma ladeira, na zona setentrional do município, o Convento de São Francisco foi, durante muito tempo, um local de recolhimento para os frades capuchos.

A intervenção da equipa da Cooperação Espanhola foi das mais bem conseguidas entre todas as obras de recuperação e consolidação efectuadas na Cidade Velha. É um óptimo espaço para meditar e desfrutar do silêncio. Data de 1640 e terá sido propriedade de uma mulher rica, natural de Santiago, chamada Joana Coelha, segundo referiu Daniel A. Pereira, no III Congresso Internacional Cultura e Desenvolvimento, em Havana, Cuba, em Junho de 2003.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário

Diz a história que o Padre António Vieira, pregou na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em 1652, quando viajava para o Brasil, vindo de Portugal. É um dos edifícios mais antigos de Cabo Verde, construído a partir de 1495. «No começo terá sido uma capela gótica, de estilo manuelino», avança Daniel A. Pereira. Entretanto, a igreja foi ampliada e coberta de azulejos.
Rosalinda Barreto, uma das anciãs da Cidade Velha, guarda as chaves da Igreja da Nossa Senhora do Rosário, há mais de 30 anos. «Todos os dias vou abrir a porta para os turistas ou para os alunos das escolas», disse ao "A semana on line". Para encontrá-la basta bater-lhe à porta de casa, que fica por baixo da Igreja, na Rua do Calhau.

Trapiches

Recuperados pela Cooperação Espanhola, os trapiches para fabrico de grogue são uma das atracções da Cidade Velha. Aqui é possível ver as diferentes fases de produção desta aguardente de cana típica de Cabo Verde. Estão localizados no vale, por baixo do Convento de São Francisco.

Traços Gerais - Video de 8,34 minutos



Casas Racionalistas Cristãs - Ilha de Santiago
Cabo Verde
Filiais
Achada de Santo Antônio
Ilha de Santiago - CABO VERDE
Presidente: Sr. Cláudio Inocêncio Neves

Ilha de Santiago
Rua 5 de Julho, 142 - Praia
Ilha de Santiago - CABO VERDE
Presidente: Sr. Tomé Cipriano Barreto Monteiro

Prainha
Rua Hotel Trópico - Prainha
Cidade da Praia
Ilha de Santiago - CABO VERDE
Presidente: Sr. Mateus José Rodrigues

Correspondente
Tira-Chapéu
CP.22 – Cidade da Praia - CABO VERDE
Presidente: Manuel de Jesus Santos



















Fonte:
http: // www asemana.publ.cv/spip.php?rubrique219&ak=1
http: // www asemana.publ.cv/spip.php?article13422&ak=1#ancre_comm
http: // www bela-vista.net/Santiago-map-e.aspx
http: // www embaixada de portugal jp Centro-cultural/patrimonio-mundial/pt/
http: // www fotolog.com/66_esantos/8232517
http: // www racionalismo-cristao.org/
http: // sambazouk wordpress.com/2007/11/01/a-cidade-velhaa-primeira-cidade-contruida-pelos-portugueses/